10 de dez de 2008

adormeço

Mais do que sonho ou desejo
Sinto-me tonta, enternecida,
quando, na madrugada, tuas mãos
são meu único vestido.

E abraçam, sorrateiras, à chegada da manhã,
Todo o pudor derrubado
ao abrir da porta;
todo o pudor descoberto
a meu pedido.

E com esse manto em mim tecido,
em que descansas pousado,
eu reconheço momentos doados,
inesperados, incertos e vivos

Um comentário:

beto disse...

Gostei do seu adormeço. Brinca com as palavras, puxa o interesse para o foco que vc quer e termina de uma maneira que faz o leitor entrar no clima. Muito bom