15 de out de 2008

de tudo

De todas as promessas guardo a mais pequena
Aquela que você não fez, aquela que nao disse
E de todos os olhares guardo o mais furtivo
aquele que foi intenso no dia do reencontro

De todos os encontros guardo o mais alegre
aquele que sem memória nos libertou do passado
E de todos os seus passos guardo os vêm a mim
vagarosos e pesados, decididos a me alcançar

De todos os abraços guardo o mais leve
aquele que acompanhou teu sono e o meu despertar
E de todos os seus beijos guardo o último e o primeiro
daquele que foi roubado ainda tenho o gosto na boca

De todos os carinhos guardo o mais bruto
Assim marcada no corpo, sei o quanto posso esperar
De toda sua atenção guardo a que vem de surpresa
aquela que te impõe a mim e me põe desmanchada aos seus pés

De todas as desconfianças guardo nenhuma
Algumas você derrubou, outras nem se importou
e de todo o nosso tempo guardo todos os minutos
são raros e valiosos, até os desperdiçados

E de todos os seus amores guardo os que te fizeram bem
Desses aceito a lembrança, de resto nem quero ouvir
E de todas as perguntas guardo as delicadas
justo as que te revelam e tanto nos aproximam

De todos os seus sorrisos guardo o de ontem
que veio acompanhado de algumas más intençoes
E de todo os seus gestos guardo os que ainda nao fez
àqueles que sem pudores nao resisto de mansinho

De todas as descobertas que venho fazendo e guardando
De todas as resistências que vejo você derrubar
guardo a simples incerteza de ter você se chegando
moço de muitos sorrisos se botando dono do meu olhar

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